domingo, 20 de fevereiro de 2011

LAMENTO

Encontro-me em descontentamento.
O penar, o desapontamento.
A dor do "invisível" sofrimento.
Vale a pena o lamento?
Quero sair desse tormento!
Leva-me ao abatimento,
Tamanho enfraquecimento.
Não existe o comedimento.
Tão confuso o temperamento,
Onde andará o discernimento?
Não consigo o distanciamento.
Vivo em estado de entorpecimento,
em constante desenvolvimento,
onde não há crescimento.
Tamanho aborrecimento,
vou ao profundo entristecimento.
Espírito em empobrecimento,
a beira do enlouquecimento
e o corpo em esmorecimento.
Não quero o compadecimento!
Desligue o meu pensamento.
Dai-me o livramento!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

DESAPAIXONAR

Voltar a desapaixonar.
Ciclo vital...sentimentos egoístas.
Libertar-se do que faz mal
Esperar o seu tempo
Período de tristeza passar.
Entrar em transe.
Despejar as mágoas e lágrimas.
Olhar para si e querer descobrir o seu erro.
Se é que erro existiu.
Seguir o rumo incerto.
É necessário chegar ao fundo.
Chegar ao seu íntimo.
Ao desapaixonarmos voltamos a olhar para nós mesmos.
Voltar a se apaixonar por si













domingo, 6 de fevereiro de 2011

Foco que cega

Ao tentar vislumbrar o Sol deixo de perceber o que está ao meu redor.
O foco que me cega!
O fogo, o astro imponente. Reluzente em minha face.
Tão forte me queima.
Por que almejar algo que não alcançará?
O desafio do impossível, chegar ao limite, queimar-se.
Amar e não poder tocar, o platônico.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O amor, um jogo, uma droga

Se o amor é sorte, então é um jogo.
Um jogo de azar.
Algoz feito um carrasco,
que lhe chicoteia com gozo.
Corta, sangra a carne,
e dilacera a alma.
É uma droga!
Viciante e impiedosa,
onde você se joga.
E se não há a troca?
És um perdedor e ganha somente a dor.


domingo, 16 de janeiro de 2011

BIPOLARIDADE



A complexidade humana.
Tão estranhos somos.
Como nos julgar?
Um dia herói,
no outro bandido.
Dia de fúria,
dia de calmaria.
Seja um demônio,
seja um anjo.
A bipolaridade humana.
Sou feio?
Sou bonito?
Um instante de choro,
num piscar vem o riso.
Do ódio ao amor.
Arrogantes, ambiciosos,
Simplórios, humildes.
Mudanças de comportamento.
Loucura, tormento.
Como nos julgar?
Somos vários em um.
Atitudes diversas.
Interesses próprios,
ou sejam interesses em comum.
A insegurança humana.
Agradar a si,
ou agradar ao próximo?
Ser você,
ou ser um fake?
A usura humana.

VAZIO NO MUNDO



Dia longo,
sentindo o vazio.
Idéias a fervilhar,
minutos vagarosos.
Preso no concreto,
prisão em campo magnético.
Cadê a coragem para se libertar?
Regras,imposições,
Status, dinheiro.
Ser aceito pela sociedade?
Preconceito!
Despeito!
Onde está o respeito?
Mundo de aparências,
Conchavos, conveniências.
Amarras de uma prisão.
Medo da libertação.

UM DESERTO



Sono profundo,
desperto no deserto.
Na imensidão disperso,
Vento e areia,
Sol escaldante na pele.
Céu e areia se fundem...
Tempestade no deserto,
As areias cobrem,
dunas transportadas pelo vento.
Não há verde, não há mar.
Em busca do oásis escondido.
Sede...calor que mata!
Necessidade de água,
Calor que mata, água vem,
E mata a sede,
Sede do corpo,
Vem e hidrata.
E a sede da alma?
Jamais saciada.