quarta-feira, 22 de outubro de 2008

É A MUSA



E chega a musa.
E vem e me invade
Ela é danada.
Não tem piedade.

Não há o que pare
a sua doce vaidade.
Meu sono atormenta.
De palavras me alimenta.

Como um tornado,
vem e me arrebenta.
Chega louca
e sem licença.

Ah! Mas é envolvente!
Me enlaça,
Me revolve,
Tal qual uma serpente.

Oh! Amada!
Vem aclamada.
Se me foges
Por mim és odiada.

A tal liberdade poética?
Existe sim,
Mas é pra ela
Tão somente em minha mente

E o poeta?
Sim!
Senão o é
Um prisioneiro dela.

Me enclausuro
E espero...
E lá vem ela
Cínica e bela.

Um comentário:

Marcos Medeiros Raimundo disse...
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