sábado, 18 de outubro de 2008

NOITES FRIAS



Tão longas essas noites frias,
vêem e parecem infindáveis,
permanecem sombrias

Nesse quarto fechado,
o meu corpo estático
em tempo congelado

Passando pra alma a frieza,
contaminando o todo,
gerando tamanha tristeza

Por vezes perco a consciência,
e mergulho num abismo
tão absoluto em divergência.

O frio que trava a minha boca,
faz trincar a minha mente,
parece sempre tão oca.

Não há que se entender a loucura.
essa solidão que me envolve
é torpe essa eterna fissura.

Em mim ferve em ebulição,
gritante é meu pensamento,
somente nele está em ação

Discussão mental acalorada,
a minha essência contraditória
prossegue por fora calada

O meu espírito está trincado
sem forças, não se move
o meu corpo revoltado.

Um comentário:

Marcos Medeiros Raimundo disse...
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